sexta-feira, 15 de maio de 2009

Promotoria vai pedir exame para saber se Suzane von Richthofen pode deixar prisão

Por: Folha de S.Paulo
15-Mai-2009

O Ministério Público de São Paulo pretende pedir à Justiça na próxima segunda-feira (18) que Suzane von Richthofen, condenada a 38 anos de prisão em regime fechado por participar da morte dos pais em 2002, seja submetida a exame criminológico para saber se ela tem condições de deixar já a prisão.

O exame criminológico é feito por uma junta, geralmente composta de psiquiatra, psicólogo e assistente social. Depois de analisar a personalidade de Suzane e avaliar se a ex-estudante de direito ainda representa perigo para a sociedade, eles emitem um parecer.

O pedido do exame faz parte do processo que analisa a progressão de Suzane, presa na penitenciária de Tremembé (a 147 km de São Paulo), para o regime semiaberto, em que o preso só passa a noite na prisão. Nesta terça-feira (12), o Superior Tribunal de Justiça concedeu a ela o direito de pedir já para cumprir o restante da pena no regime semiaberto.

Os requisitos legais para a concessão do benefício são o cumprimento de um sexto da pena e um atestado de bom comportamento emitido pelo diretor do presídio. O atestado foi expedido pela direção da penitenciária em que Suzane está.

Quanto ao cumprimento da pena, Suzane já ficou presa 69 meses. Pelo cálculo da defesa, aceito pelo STJ, acrescentam-se a esse prazo os dias remidos (a cada três dias de trabalho ou estudo na prisão, ela tem direito a considerar mais um dia como cumprido), no total de 11 meses. Somado, o tempo chega a 80 meses, ultrapassando um sexto da pena (76 meses).

Suzane foi condenada inicialmente a 39 anos e seis meses, mas sua defesa conseguiu no STJ, em outubro passado, reduzir a pena para 38 anos.

Segundo o promotor Paulo Rogério Corrêa, apesar de Suzane cumprir os requisitos, o exame criminológico costuma ser pedido no caso de crimes mais violentos. O juiz não é obrigado a acatar o resultado.

O caso

Suzane foi condenada por participar do homicídio dos pais, Marísia e Manfred. Ela confessou ter auxiliado o namorado na época, Daniel Cravinhos, e o irmão dele, Cristian --ambos também condenados.

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